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Construcionismo social: discurso, prática e produção do conhecimento

Referência: CSDPP

 
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Construcionismo social: discurso, prática e produção do conhecimento

Carla Guanaes-Lorenzi

Murilo Moscheta

Clarissa M. Corradi-Webster

Laura Vilela e Souza (orgs.)

Editora do Instituto Noos

ISBN 978-85-86132-21-6| 2014 | 412 páginas | R$ 48,00

Diálogos sobre a construção social do bom, do racional e do real espalham-se pelo mundo. E, uma vez que ninguém é o “dono do território” – não há autoridade dominante –, o diálogo está sempre se expandindo e enriquecendo. Com isso, vem uma fonte de ideias inspiradoras e práticas inovadoras. Não há melhor exemplo desse deslumbrante fluxo de ideias e recursos do que esse livro. Entre as capas desta obra, encontramos um maravilhoso banquete de ideias e práticas em desenvolvimento, nascidas no contexto brasileiro, que passam a fazer parte, agora, de uma conversa global. Os capítulos sobre a teoria construcionista não repetem simplesmente as confortáveis ideias do passado, nem reiteram as tradicionais respostas a seus críticos. Ao contrário, introduzem novos temas, ampliam o campo das reflexões e afiam o nosso entendimento sobre o contexto histórico em que essas ideias foram desenvolvidas e se expandiram. Essas contribuições são essenciais para a continuidade da vitalidade do movimento em direção a um entendimento socialmente embasado acerca de nossas vidas conjuntas. A teoria construcionista social nasceu no diálogo, e se este diálogo tornar-se uma doutrina dominante, seu poder de transformação será perdido. Por isso, o presente volume é inspirador.

A variedade de práticas apresentadas é impressionante, não apenas em termos de seu alcance, como também em seus contextos específicos de aplicação. Assim, passamos pelos horizontes da educação, da saúde mental e física, das práticas comunitárias e das ações coletivas. Nestes domínios, somos apresentados a práticas inovadoras que, de diferentes modos, focam na terapia comunitária, no cuidado comunitário em saúde, no ativismo feminino, na educação infantil, em documentos coletivos e no trabalho com a diversidade sexual e com travestis. Já viajei por muitos lugares e tive oportunidades de ver as ideias construcionistas/colaborativas sendo desenvolvidas nos mais diferentes contextos. Entretanto, jamais vi uma mistura tão rica e criativa de práticas transformadoras emergirem em um único país. Estaria o Brasil, talvez, começando a desenvolver um modelo mundial para transformações sensíveis ao contexto?

Os capítulos que tratam da formação profissional completam esta significativa coleção. A ênfase na colaboração permanece como um tema central, entre professores e alunos, e entre profissionais. Contudo, o foco também se expande para incluir o próprio desenvolvimento de profissões e a mediação de conflitos. Neste ponto, entretanto, o leitor também poderá olhar para trás e perceber o poder sinérgico deste volume. Ler qualquer um destes capítulos à luz de outro convida-nos a um novo imaginário. Linhas argumentativas, metáforas, imagens de ações, ética e política – como as faces de um cristal – começam a se refletir umas nas outras. Pode-se ver o potencial de enriquecimento de cada uma destas ofertas por meio da contribuição das outras. E imagens de novos amálgamas, agora ajustadas às especificidades de outros contextos, acenam continuamente. Elas também acenam para que o leitor explore novos potenciais em seu próprio contexto.

Minha admiração pelo que se oferece aqui não tem limites.

Kenneth J. Gergen

PRESIDENTE, TAOS INSTITUTE

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